Salve Rainha, também conhecida como Salve Regina.
A “Salve Rainha” é uma das orações marianas mais populares dentro da Igreja Católica. A sua origem remonta ao período medieval e é geralmente atribuída a Hermann de Reichenau (também conhecido como Hermannus Contractus), um monge beneditino, que teria composto a oração em latim por volta de 1050 d.C.
A oração é um hino de veneração à Virgem Maria, reconhecendo-a como Rainha do Céu e Terra e intercessora perante Deus. A oração se enquadra na categoria de antífonas marianas, que são hinos cantados ou recitados em honra de Maria. A “Salve Rainha” é tradicionalmente recitada ao final do rosário e em outros momentos litúrgicos e devocionais.
A oração completa é composta por diversas partes, das quais a primeira e mais conhecida é:
Salve, Rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A Vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses Vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E, depois deste desterro, nos mostrai Jesus, bendito fruto do Vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
A oração expressa o sofrimento humano e a esperança na intercessão de Maria, oferecendo conforto e auxílio aos que se encontram em dificuldades. A “Salve Rainha” tem um papel importante na espiritualidade católica e tem sido usada em muitos contextos históricos como fonte de conforto e esperança.
Ao longo dos séculos, a “Salve Rainha” inspirou inúmeras composições musicais, sendo adaptada por compositores como Schubert, Liszt, e muitos outros. A beleza de suas palavras e sua profunda teologia mariana contribuem para o seu lugar duradouro na devoção católica.